Arlete Hartwig
Turuçu, Rio Grande do Sul, Brasil
No depoimento de Dona Arlete, a cultura pomerana aparece como uma herança que se mantém viva nas festas, na música, na língua e nos encontros que aproximam a comunidade.
O pomerano ocupa um lugar de afeto e pertencimento, aprendido e preservado nas relações familiares, mesmo convivendo diariamente com o alemão e, sobretudo, com o português.

As histórias sobre a chegada dos antepassados ao Brasil atravessam as gerações, trazendo consigo lembranças de dificuldades, recomeços e da formação das comunidades rurais.
Para Arlete, as manifestações culturais são também uma forma de apresentar aos mais jovens aquilo que foi construído e preservado pelos que vieram antes.
Embora o português tenha conquistado cada vez mais espaço, especialmente fora do ambiente comunitário, a língua pomerana ainda permanece como marca de identidade e memória.
Preservá-la, assim como manter vivas as festas, a música e os costumes, é uma maneira de impedir que o tempo apague os vínculos com a história dos antepassados.



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