João Vitor Vieira Nörnberg
Turuçu, Rio Grande do Sul, Brasil
João Vitor nasceu em 2004, justamente no dia em que se celebra a imigração alemã no Brasil, e cresceu entre a cidade e a Colônia Picada Carlos, no interior de Pelotas.
Diferentemente das gerações anteriores, teve o português como língua materna e pouco contato com o pomerano na infância, reflexo de uma ruptura na transmissão familiar.
Foi somente ao retornar para a colônia, por volta dos 11 anos, que começou a perceber a presença da língua no cotidiano da comunidade e, mais tarde, passou a aprendê-la com o avô e amigos.
Hoje, estudante de Letras com habilitação em Alemão, transita entre o alemão e o pomerano, reconhecendo aproximações entre as duas línguas e defendendo o pomerano como língua, e não como simples dialeto.
Sua própria trajetória revela como uma língua pode se afastar de uma geração e, ainda assim, ser reencontrada por meio da curiosidade, do estudo e dos vínculos familiares.
Para João, o futuro do pomerano depende sobretudo da transmissão dentro de casa, mas também de políticas linguísticas e de uma presença maior da língua na escola, na mídia e na vida pública.




Comentários