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Jardel Buck

marciele2016
15 de set.
1 min de leitura

Turuçu, Rio Grande do Sul, Brasil

Nascido em 1998, o entrevistado cresceu no meio rural, cercado por uma família em que o pomerano era mais do que uma língua: era a voz da casa, dos afetos e das gerações.


Aprendeu-o naturalmente com pais e avós, enquanto o português chegou depois, trazido pela escola, pela televisão e pelo contato com o mundo fora da comunidade.


Das memórias familiares, guarda os relatos dos antepassados que encontraram mata fechada onde esperavam encontrar terras prontas e, com esforço, construíram ali sua vida.


Ainda hoje, o pomerano permanece presente nas conversas familiares, embora perceba que o português ocupa cada vez mais espaço entre os jovens e nos ambientes públicos.


Para ele, a língua seguirá viva, ainda que transformada pelo tempo e pelo contato com outros idiomas, carregando consigo marcas de uma história coletiva.


Preservá-la significa manter acesa a memória dos que vieram antes, por meio da família, da escola, das festas e das práticas culturais que continuam dando sentido à identidade pomerana.

 
 
 

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