Jardel Buck
Turuçu, Rio Grande do Sul, Brasil
Nascido em 1998, o entrevistado cresceu no meio rural, cercado por uma família em que o pomerano era mais do que uma língua: era a voz da casa, dos afetos e das gerações.
Aprendeu-o naturalmente com pais e avós, enquanto o português chegou depois, trazido pela escola, pela televisão e pelo contato com o mundo fora da comunidade.
Das memórias familiares, guarda os relatos dos antepassados que encontraram mata fechada onde esperavam encontrar terras prontas e, com esforço, construíram ali sua vida.

Ainda hoje, o pomerano permanece presente nas conversas familiares, embora perceba que o português ocupa cada vez mais espaço entre os jovens e nos ambientes públicos.
Para ele, a língua seguirá viva, ainda que transformada pelo tempo e pelo contato com outros idiomas, carregando consigo marcas de uma história coletiva.
Preservá-la significa manter acesa a memória dos que vieram antes, por meio da família, da escola, das festas e das práticas culturais que continuam dando sentido à identidade pomerana.



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