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Rogério Goldbeck Tessmann e Adriane Venske Tessmann

marciele2016
11 de set.
1 min de leitura

Atualizado: 15 de set.

Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil


Rogério e Adriane cresceram em famílias de origem pomerana, ligadas ao meio rural de Pelotas, onde a língua, o trabalho e a vida comunitária atravessavam gerações.


Rogério teve o pomerano como primeira língua e só aprendeu português ao ingressar na escola, enquanto Adriane recebeu da avó histórias sobre os antepassados e a difícil chegada da família ao Brasil.


Nas memórias do casal aparecem a viagem de navio, a pobreza, a mata fechada e também o período de repressão, quando falar alemão ou pomerano podia significar medo e silêncio.


O pomerano ainda permanece no ambiente familiar e comunitário, embora tenha perdido espaço entre os mais jovens, assim como o alemão, antes muito presente nos cultos religiosos. Teatros, cantos, festas e celebrações continuam funcionando como formas de manter viva uma cultura que resiste às mudanças do tempo.


Para ambos, preservar o pomerano depende do envolvimento das famílias, escolas, igrejas e comunidades, valorizando essa herança sem apagar a diversidade cultural que hoje compõe a região.



 
 
 

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